Alucino em teu suor,
cada gota escorrendo em minha pele nua,
nossas línguas se devoram,
num diálogo insano de desejo.
Teu olhar invade meu íntimo,
gemidos se misturam a loucuras,
teu cansaço líquido me toca,
teu corpo se deita sobre o meu,
e eu me torno vertigem.
Eu tomo teu corpo,
me perco na louca vontade,
abandono o rumo, saio do centro,
me aventuro no abismo do teu prazer.
O que me resta é beber tua essência,
sentir tua umidade escorrendo,
calar os gemidos que explodem em minha boca,
e tatuar em mim teu gozo.
Tua respiração ofegante ecoa distante,
mas tua invasão me transporta,
me arranca da razão,
me lança além da loucura,
onde só existe o delírio do nosso prazer.

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